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Quarta-feira, Agosto 15, 2007
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posted by Hildegard @ 1:33 PM   1 comments
Quinta-feira, Agosto 09, 2007
Dica
Recomendo a todos que acessem esse blog sobre veterinária tem muita coisa útil. Vamos prestigiar nosso colega que tá postado um conteúdo muito bom.

posted by Hildegard @ 8:38 AM   4 comments
Quarta-feira, Maio 09, 2007
Desabafo
Quando comecei a escrever esse blog eu tinha um objetivo que era passar informações relevantes a todos os profissionais do campo especialmente o médico veterinário que por acaso é minha profissão. Inicei esse blog quase igual com ossembandalarga (blog sobre informática), mas para minha decepção alguns meses depois o blog sobre informatica era imensamente maior que esse. O motivo? não sei pois meus conhecimentos em veterinária são muito maiores que informática, mas apesar disso o outro vai muito bem enquanto esse não passa de 30 visitantes diários quando dá muito o outro em dia muito ruim dá 150. Quero achar que o erro é meu por isso vou voltar a postar (já tinha parado) e peço aos colegas que dêem sugestões pois é muito dificil manter um blog sem comentários, visitas enfim participação.
posted by Hildegard @ 12:19 PM   3 comments
Vetar antibiótico não é a melhor solução

Vetar antibióticos não é, exatamente, a melhor solução – afirmam pesquisadores da Geórgia (EUA)

Campinas, 9 de Maio - Matéria que acaba de ser publicada no site da AVMA – Associação Americana de Medicina Veterinária comenta que banir os antibióticos da produção animal, como vem sendo feito em várias partes do mundo, não é tão eficiente como pretendem alguns.
Em outras palavras, reduz-se generalizadamente o uso de antibióticos sob o argumento, principal, de que isso irá conduzir a uma diminuição do surgimento de bactérias antibiótico-resistentes que representam risco para o homem. Mas, diz a AVMA, trabalho desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da UGA - Universidade da Geórgia (EUA) sugere que a limitação de uso de antibióticos nas granjas avícolas tem efeito mínimo no desenvolvimento de bactérias resistentes.
A propósito, a equipe liderada pela Dra. Margie Lee, professora do Colégio de Medicina Veterinária da UGA, constatou que aves criadas sem o uso de antimicrobianos ou mesmo aquelas criadas em um ambiente caracterizado como “laboratorial”, apresentam uma alta concentração de bactérias resistentes aos antimicrobianos convencionais. Conforme a AVMA, o trabalho – publicado na edição de março do journal Applied and Environmental Microbiology – aponta que ao serem alojadas (com um dia de idade), as aves já são portadoras de bactérias resistentes provenientes, possivelmente, do período de incubação do ovo. O estudo foi financiado pela FDA – Administração de Alimentos e Medicamentos e pelo USDA – Departamento de Agricultura dos EUA.
“A questão da resistência bacteriana aos antibióticos é mais complexa do que parece”, afirma a Dra. Lee, acrescendo que os resultados do trabalho desenvolvido por sua equipe sugere que o simples banimento de antibióticos ao nível da produção pode não ser tão eficiente quanto se imagina: “Necessitamos de mais estudos para identificar práticas de manejo que poderiam ser mais eficientes”.
Sobre a evolução dessa questão, a AVMA comenta que a preocupação com o surgimento de organismos resistentes aos antimicrobianos utilizados tanto no tratamento de infecções humanas como animais, levou a União Européia a proibir comercialização e uso de antimicrobianos como promotores de crescimento, medida em vigor desde 2006.
Já nos EUA, a FDA anunciou, em julho de 2005, a proibição do uso do antimicrobiano enrofloxacina por, supostamente, causar o desenvolvimento de resistência da Campylobacter jejuni ao ser utilizado para o tratamento avícola de infecções respiratórias. “Eles proibiram o produto há quase dois anos e se você olhar hoje o nível de resistência da Campylobacter vai notar que não mudou nada”, observa a Dra. Lee.
No momento, conforme a AVMA, o congresso norte-americano avalia uma proposta de legislação para reduzir o uso rotineiro de antimicrobianos na produção animal. A lei, que objetiva restringir o uso de antibióticos ao tratamento médico humano, propõe a proibição, na produção animal, do uso com fins não-terapêuticos de alguns antibióticos específicos.
Clique aqui para acessar o trabalho da equipe da Dra. Margie Lee, publicado na edição de março passado do Applied and Environmental Microbiology.

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posted by Hildegard @ 12:18 PM   0 comments
Governo mudará lei para reduzir gasto dos Estados com aftosa

O governo irá alterar a lei que determina que os Estados precisam arcam com metade da indenização aos pecuaristas que tiverem animais abatidos por conta da febre aftosa. Segundo o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), o Ministério da Agricultura passará a ter autonomia para reduzir essa contrapartida.

"No modelo em estudo, vamos dar autonomia ao Ministério da Agricultura para reduzir a contrapartida de 50%", disse, sem explicar se a alteração na lei será feita por medida provisória ou projeto de lei.

Ficará a cargo do Ministério da Agricultura definir em quanto será reduzida essa contrapartida e, consequentemente, em quanto aumentará a participação da União no pagamento dessas indenizações. Por essa razão, Bernardo admitiu que mais recursos deverão ser destinados para a pasta. Ele estima que serão necessários mais R$ 25 milhões.

A redução da contrapartida é uma das medidas do governo para intensificar o combate à aftosa no país, principalmente nas regiões a 150 km das fronteiras, e atende a um pedido do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

O Orçamento da União de 2007 destinou R$ 100 milhões para o Ministério da Agricultura para o combate à febre aftosa. No mês passado, o governo liberou mais R$ 20 milhões para combater a doença em Mato Grosso do Sul --parte dos recursos foi destinada à indenização dos pecuaristas de Eldorado, Mundo Novo e Japorã, que tiveram 24,8 mil animais abatidos comercialmente em 2007.

Entenda

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta gado bovino, búfalos, caprinos, ovinos, cervídeos, suínos e outros animais que possuem cascos fendidos --não afeta eqüídeos (cavalos, asnos, mulas), sendo que os seres humanos raramente são infectados pelo vírus. O animal afetado apresenta uma febre alta, que diminui após dois a três dias, e ferimentos (vesículas) nas mucosas e pele.

A febre aftosa não representa impacto direto na saúde pública. Comer carne contaminada pela doença praticamente não traz risco nenhum à saúde humana, segundo o SIC (Serviço de Informação da Carne), mas sem tratamento (vacina) leva animais à morte.

Fonte: Folha online

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posted by Hildegard @ 12:13 PM   0 comments
Quinta-feira, Abril 19, 2007
Gato precisa de banho?

Ao contrário do que muita gente pensa, o gato precisa sim tomar banho constantemente. Além disso, estes felinos adoram relaxar em ofurô, com água a temperatura de 36ºC . Segundo Ivana Carvalho, médica veterinária da Pet Society - a maior empresa de cosméticos para animais de estimação do Brasil - "os gatos devem receber pelo menos um banho a cada quinze dias, mas em casos de alto convívio com pessoas (animais que dormem na cama, por exemplo) eles podem ser banhados até uma vez por semana. É muito importante que o banho seja complementado com escovações freqüentes da pelagem (mínimo duas vezes por semana) para arejar".

O que gera o mito de que gato não precisa de banho é o fato de o animal se lamber. "Podemos considerar que o gato está fazendo uma higienização da pelagem, removendo as sujidades e os pêlos mortos, mas isto também é uma ação que gera muito prazer ao animal sendo um ato de carinho quando ele lambe a pelagem de outro gatinho próximo", revelou a veterinária, que ressaltou: "Isto não é o suficiente porque no nosso clima tropical os gatos soltam muitos pêlos, principalmente os de pelagem longa - Sagrado da Birmânia, Persa - e o habito de se lamber faz com que ingiram estes pêlos formando bolos de pêlos no estômago e muitas vezes no intestino, o que leva a ocorrência de vômitos e muitas vezes obstruções intestinais. Ao se lamberem os gatos espalham sua saliva na pelagem, está saliva é uma das causas de alergia no homem junto com a urina do gato tornando necessária a realização de banhos periódicos para remoção do excesso e pêlos da saliva e de gotículas de urina".

Além disso, a falta de banho pode acarretar doenças nos gatinhos porque "permite o acumulo de pêlos mortos e a ocorrência de nós (êmbolos) na pelagem e isto leva a diminuição da aeração da pelagem e aumenta a possibilidade de problemas de pele com infecções por fungos e bactérias", afirmou a médica veterinária. O excesso também deve ser evitado. "Dar banhos mais de uma vez por semana é prejudicial para a pelagem e para a pele do animal, exceto em casos de prescrição veterinária na qual o animal deva ser tratado com banhos mais freqüentes. O intervalo de pelo menos uma semana deve ser respeitado. Excesso de banhos reduz a camada gordurosa de proteção da pele e pode deixar a pelagem quebradiça em função da secagem com ar quente", alertou Carvalho.

Gato gosta de banho
Gerson Alves, do gatil Pax Deorum, acredita que gostar de banho é uma questão de hábito. "Qualquer animal tem medo do desconhecido, mas uma vez adaptados o medo passa a não existir. Criando o hábito desde pequenos, eles interagem muito bem na hora do banho", afirmou o criador.

Segundo Alves, este é um momento de prazer ao animal. "Eles sempre relaxam após um banho morno, sempre. E dormem muito o resto do dia. A prática do banho deve ser feita com muita cautela e desde que o animal tenha muita confiança em quem está com ele, porque em situações de imersão em água o animal pode sentir-se em situação de perigo e pensar que esta em risco de afogamento e querer sair correndo. É uma questão de apresentar esta nova situação ao animal de forma gradativa e principalmente, sem estresse. Uma vez adaptado, ele com certeza vai poder aproveitar os benefícios do relaxamento", afirmou Alves.

O criador ressaltou a importância do banho. "gato, como qualquer animal doméstico, teve sua origem na natureza, e nesse meio ele não precisaria de banho, mas uma vez colocado em nosso meio, precisamos ajustar seus hábitos aos nossos. Então o banho do gato, como o de qualquer pet, é uma questão de higiene, não só deles, mas principalmente nossa! Uma vez que estamos colocando um animal para freqüentar nossas acomodações.a higiene, evita que este animal venha trazer zoonoses para dentro de casa", afirmou Alves, que é proprietário do gato Baloghshof Jack Frost, um persa branco, eleito pela quarta vez consecutiva o Gato do Ano pela Fife - Federação Internacional Felina Européia.

Rotina de um campeão
Segundo Gerson Alves, existem duas rotinas de banhos: uma de condicionamento e outra de preparação para exposições. "O objetivo da primeira é limpar a pelagem do gato, tratando para que quando for tomar seus banhos de exposições eu consiga o melhor desempenho", disse o criador.

Na rotina de condicionamento, Gerson Alves utiliza produto de shampoo neutro associado a produtos de manutenção de cor tratamentos com máscaras hidratantes, para melhorar textura e flexibilidade do pelo, preservando as pontas dos mesmos.

Os banhos de exposições são mais complicados, exige remoção total da oleosidade que possa existir, e utilização de produtos que garantam textura, brilho e volume de pelagem, além de realce da cor. "A linha cosmética específica para gatos da Pet Society, oferece produtos que atendem a todas as etapas: gel redutor de oleosidade, shampoo para pelagem oleosas, para cores específicas. mousses que ajudam no pentear da pelagem garantindo a maior preservação da mesma, além de ganho substancial de volume, além é claro, de oferecer fragrâncias agradáveis ao ser humano, sem ofender os delicados narizes felinos", afirmou Gerson Alves.

Fonte: http://www.canalrioclaro.com.br/

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posted by Hildegard @ 3:25 PM   0 comments
Terça-feira, Abril 17, 2007
O risco da febre aftosa
A Febre Aftosa é uma ameaça ao estar da população, devido ao seu impacto sobre a economia nacional de diversos países, onde o comércio com o exterior e a estabilidade, dependem diretamente da confiabilidade dos alimentos de origem animal, que devem ser oriundos de animais isentos desta enfermidade.
A importância da Febre Aftosa em saúde pública seria ínfima se não considerássemos sob o ponto de vista social e econômico. Afeta os produtores, empresários e famílias rurais por seus efeitos desfavoráveis sobre a produção, produtividade e rentabilidade pecuária. Incide negativamente nas atividades comerciais do setor agropecuário, prejudicando o consumidor e a sociedade em geral pela interferência que a enfermidade exerce na disponibilidade e distribuição dos alimentos de origem animal, assim como pelas barreiras sanitárias impostas pelo mercado internacional de animais, produtos e subprodutos. E mais, onera os custos públicos e privados, pelos investimentos necessários para sua prevenção, controle e erradicação.

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posted by Hildegard @ 2:03 PM   0 comments
Segunda-feira, Abril 02, 2007
Educação Sanitária
O Rio Grande do Norte é o primeiro estado brasileiro a realizar um trabalho de consciência e educação sanitária entre crianças, jovens e produtores de aves e gado. A informação é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que, juntamente com o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn), promoveu ao longo de toda a semana, uma série de palestras, seminários, apresentações e treinamento de pessoal em educação sanitária sobre a febre aftosa, gripe aviária e raiva dos herbívoros. Na tarde de ontem técnicos e chefes da defesa sanitária do Idiarn e da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/RN), estiveram reunidos para definir as diretrizes para estruturação da educação sanitária no estado.

A médica veterinária responsável pelo projeto de educação sanitária do Mapa, Bárbara Nely Leite, explicou que esse trabalho é uma continuação das ações do Programa Nacional de Sanidade Agrícola e do Programa Nacional de Educaão Sanitária Agropecuária.

Em dezembro do ano passado, um grupo coordenado pela Secretaria de Agricultura do RJ coletou amostras de aves criadas em fundo de quintal no município de Galinhos para verificar a ocorrência da febre aviária nos animais. Na última terça-feira, eles retornaram à cidade e apresentaram os resultados: negativos. ‘‘É bom ressaltar que apesar do resultado, vamos continuar com o monitoramento’’, disse a médica. Apesar de não existir febre aviária no Brasil, o trabalho de prevensão é muito importante, destacou a médica.

Outra efermidade monitorada pelos técnicos do Mapa é a febre aftosa. Apesar do estado não apresentar nenhum registro de foco da doença há mais de seis anos, os técnicos destacam a necessidade de monitoramento. O objetivo do Mapa é elevar o status do RN de área de risco desconhecido para área de risco médio. Para isso o Idiarn realizará até o dia 20 de abril, uma série de palestras educativas com crianças de escolas públicas e estaduais, em doze municípios do estado, sobre a necessidade da vacinação correta. ‘‘Será uma série de palestras educativas explicando a forma correta de vacinação, compra e conservação da vacina. Os produtores já têm a consciência da necessidade da vacina. E ao conscientizar as crianças, elas vão cobrar isso dos pais e estaremos educando o adulto do futuro’’, enfatiza a diretora da defesa e inspeção animal do Idiarn, Tereza Cristina.

A partir de segunda-feira, e até o dia 30 de abril, acontece a primeira etapa de vacinação contra a aftosa no estado. De 1º a 31 de outubro é a segunda e última etapa da vacinação. A vacina é importante para a prevenir que o gado não seja contaminado com a doença. A meta do governo é vacinar 80% do rebanho de 951 mil cabeças. Para a campanha e apoio técnico, forma investidos R$ 300 mil. O produtor que não vacinar e por consequência não declarar a vacinação do seu gado, está sujeito à uma multa de R$ 21,20 por animal que tentar transportar ilegalmente.

Fonte: Diário de Natal

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posted by Hildegard @ 11:59 AM   0 comments
Segunda-feira, Março 26, 2007
Antraz

Antraz

Introdução

Sinonímia

  • Antraz – doença causada pelo Bacillus anthracis em humanos. O termo também é usado em medicina humana nos casos de furunculose causada por Staphylococcus spp.

  • Anthrax – termo usado em inglês.

  • Carbúnculo hemático – doença causada pelo Bacillus anthracis em animais.

    O antraz é uma zoonose de ocorrência global, mais comum em regiões rurais com programas inadequados de controle de carbúnculo hemático no gado. Nestas regiões, os animais infectados podem direta ou indiretamente infectar humanos, e a forma cutânea é a que ocorre em > 95% dos casos.

    Situação Atual – Bioterrorismo

    O Bacillus anthracis é considerado uma das mais prováveis armas biológicas por sua habilidade de se transmitir pela via respiratória através de esporos, pela alta mortalidade da infeção por via inalatória e a grande estabilidade dos esporos, se comparado com outros potenciais agentes de bioterrorismo. Tem sido foco de pesquisas como arma biológica há aproximadamente 60 anos.

    Até dia 7 de novembro de 2001, um total de 22 casos de antraz foram identificados nos EUA: 10 casos confirmados de antraz por inalação e 12 casos (7 confirmados e 5 suspeitos) de antraz cutâneo. A maioria dos casos ocorreu com contato com cartas contaminadas, que foram abertas ou manuseadas. O modo de exposição de um caso cutâneo em Nova Jersey e um caso inalatório em Nova York permanece desconhecido. Aproximadamente 300 cartas foram testadas para esporos de B. anthracis e aproximadamente 32.000 pessoas iniciaram a profilaxia com antibióticos devido a uma potencial exposição à bactéria na Flórida, Columbia, Nova Jersey e Nova York.

    Etiologia

    A doença é causada pelo Bacillus anthracis, uma bactéria gram-positiva, encapsulada, imóvel e formadora de esporos. Quando as bactérias são expostas ao oxigênio, formam esporos. Estes esporos são altamente resistentes ao calor, frio, desinfetantes químicos e dessecação, ficando viáveis e infectivos no solo por muitos anos. Os animais normalmente se infectam ao ingerir esporos presentes no solo, assim como água ou comida contaminada. Os esporos podem se espalhar através de água de rios, insetos, animais selvagens e aves.


    Epidemiologia

    FI – mamíferos silvestres e domésticos (bovinos, ovinos, caprinos, camelos, antílopes e outros herbívoros)

    Transmissão pessoa-a-pessoa da forma inalatória de antraz não foi confirmada até hoje, portanto o homem não é considerado fonte de infecção.

    VE – não é eliminado do organismo do animal, embora esteja presente no sangue.

    Os esporos estão presente no solos, em lã e pêlo de animais e na carcaça de animais infectados.

    VT - Contato direto da pele lesada com produtos animais contaminados pode causar antraz cutâneo. Insetos podem ser vetores mecânicos dos esporos (pouca importância epidemiológica). Ingestão de carne infectada crua ou mal-passada pode causar formas orofaringeana ou gastrointestinal na doença. Inalação de esporos aerosolizados, associados com processamento industrial de lã, pêlos ou couro pode resultar em antraz por inalação.

    PE – depende da via de transmissão – pode ser pele lesionada, mucosa gastrointestinal ou mucosa respiratória.

    S – homem e mamíferos silvestres e domésticos

    Todos os mamíferos parecem ser susceptíveis ao antraz em algum grau, mas ruminantes como bovinos, caprinos e ovinos são mais susceptíveis e comumente afetados, seguidos por cavalos e suínos. Pode raramente acometer aves.


    Patogenia

    B. anthracis engana o sistema imunológico produzindo uma cápsula antifagocítica. A doença é mediada por exotoxinas. Após entrar por inoculação em feridas, ingestão ou inalação, os esporos infectam macrófagos, germinam e proliferam. Na infecção cutânea e gastrointestinal, a multiplicação pode ocorrer no local da infecção e nos linfonodos adjacentes. Toxina letal e a toxina de edema são produzidas e causam respectivamente necrose local e edema pronunciado, que é a principal característica da doença. Com a multiplicação da bactéria nos linfonodos, a toxemia progride e a bacteremia se instala. Com o aumento da produção de toxinas, aumenta o potencial de destruição tecidual generalizada e falência de órgãos.


    Sintomas

    Os sintomas e período de incubação do antraz em humanos variam em dependência da via de transmissão da doença. Geralmente, os sintomas iniciam-se 7 dias após a exposição. O período de incubação da infecção natural em animais é tipicamente de 3 a 7 dias, podendo ter variação de 1 a 14 dias ou mais.

    Bovinos e Ovinos

    Sinais clínicos, como febre, tremores musculares, dificuldade respiratória e convulsões, normalmente passam desapercebidos. Após a morte, pode ocorrer sangramento dos orifícios naturais do corpo, rápido inchaço, falta de rigor mortis e presença de sangue não coagulado. Esta falha na coagulação é devido a uma toxina liberada pelo bacilo.

    Cavalos

    A doença é aguda e pode durar até 96 horas. Manifestações clínicas dependem de como a infecção ocorreu. Se foi devido à ingestão de esporos, septicemia, febre, cólica e enterite proeminente. Se devido à transmissão mecânica pela picada de insetos é caracterizado por inchaço subcutâneo no local da picada, que fica dolorido, edematoso e quente, e que se espalha para a garganta, nuca, tórax, abdômen, prepúcio e glândulas mamárias. Estes animais podem ter febre alta e dispnéia devido ao edema de garganta ou cólica devido ao envolvimento do intestino.

    Suínos, cães e gatos

    Normalmente apresentam um inchaço característico do pescoço e acometimento dos linfonodos regionais, que causam disfagia e dispnéia. A forma intestinal causa enterite severa. Muitos carnívoros aparentemente tem uma resistência natural e não é incomum se recuperarem.

    Homem

    Forma Cutânea

    Maioria (>95%) da ocorrência natural de infecções por B. anthracis é por via cutânea e ocorre quando a bactéria entra pela pele lesionada (corte ou abrasão), durante o manuseio de carne, lã, couro ou pêlos de animais infectados. A infecção cutânea inicia-se com uma pequena pápula, que progride para uma vesícula em 1-2 dias, e erupciona, deixando uma úlcera necrótica com centro enegrecido. Vesículas secundárias podem ser observadas. A lesão é normalmente indolor. Outros sintomas podem incluir aumento dos linfonodos adjacentes, febre, mal-estar e dor de cabeça.

    Forma gastrointestinal

    A forma intestinal de antraz normalmente ocorre após ingestão de carne contaminada e é caracterizada por uma inflamação aguda do trato digestivo. O envolvimento da faringe é caracterizado por lesões na base da língua ou nas amígdalas, com dor de garganta, disfagia, febre e linfoadepatia regional. O envolvimento do intestino é caracterizado pela inflamação aguda do intestino. Sinais iniciais de náusea, perda de apetite, vômito e febre são seguidos por dor abdominal, hematemese e melena.

    Forma inalatória

    Antraz inalatório é resultado da inspiração de esporos de B. anthracis. O período de incubação está inversamente relacionado com a dose de exposição. Além disso, a administração de quimioprofilaxia pós-exposição pode prolongar o período de incubação. Estudos com animais de laboratório sugerem o B. anthracis continua na forma de esporos por várias semanas após a infecção do hospedeiro. Este fenômeno de retardo do início da doença não é observado nas formas de exposição gastrointestinais e cutâneas. Então os esporos germinam e iniciam a multiplicação nos macrófagos alveolares. Os sintomas iniciais incluem dor de garganta, febre moderada e dores musculares. Depois de alguns dias, estes sintomas podem evoluir para dispnéia e choque. Frequentemente se desenvolve meningite.

    Diagnóstico

    Clínico - sinais e sintomas dependem da via de transmissão e não são suficientes para fechar o diagnóstico.

    Em animais - Morte súbita com hemorragia nos orifícios corporais e rigor mortis incompleto. Na necrópsia não há sinais patognomômicos. As lesões vistas são compatíveis com septicemia.

    Laboratorial:

    Esfregaço de sangue - corado por azul de metileno policrômico (reação de M’Fadyean). A cápsula se cora da rosa enquanto a célula do bacilo se cora de azul escuro.

    Isolamento em cultura – a colônia de B. anthracis é bem característica

    Swab Nasal - não deve ser usado para diagnosticar casos de antraz e sim avaliar a qualidade do ar a que a pessoa foi exposta. Pode ser útil para investigação de transmissão aerógena de B. anthracis. Devido à sensibilidade da cultura decair no passar do tempo, culturas devem ser obtidas até 7 dias após a exposição.

    PCR – pode ser utilizado para confirmação da virulência da cepa de B. anthracis

    ELISA - raramente usado para fins diagnóstico e sim como ferramenta de pesquisa

    Material para análise – sangue, tecidos, descargas corporais. A demonstração de B. anthracis em esfregaço de sangue ou tecidos de carcaças recentemente infectadas é relativamente fácil. No caso de suínos e carnívoros, é mais difícil, devido ao fato destes animais não terem uma bacteremia terminal acentuada. É difícil o isolamento também em animais que receberam antibiótico antes de morrer. A recuperação do B. anthracis de carcaças em decomposição e materiais processados ou de amostras de solo é normalmente difícil, requerendo procedimentos laboratoriais mais sofisticados.

    Tratamento

    Antibióticos – Pessoas expostas devem completar 60 dias de terapia, uma vez que os antibióticos são efetivos contra as formas germinadas de B. anthracis porém não agem sobre a forma esporulada. Os antibióticos a serem administrados podem ser penicilina, doxiciclina, ciprofloxacina (Cipro®). A escolha do medicamento dependerá da susceptibilidade do agente, eficácia da droga, efeitos colaterais e custo. Não se recomenda tratar animais com carbúnculo hemático.


    Controle

    Em humanos

    QUIMIOPROFILAXIA

    É usada para prevenir casos de antraz por inalação. Autoridades em saúde pública normalmente iniciam a profilaxia antes de se conhecer a extensão da exposição. Dados subseqüentes de epidemiologia e testes laboratoriais podem demonstrar que algumas pessoas que iniciaram a profilaxia não foram expostas. Estas pessoas devem parar com a medicação. Pessoas expostas devem completar os 60 dias de terapia.

    VACINAÇÃO

    Vacina de antraz adsorvida, com hidróxido de alumínio (AVA), é a única permitida nos EUA e é preparada com um filtrado de cultura de B. anthracis que não contém bactérias vivas nem mortas (livre de células). Primovacinação constite em 3 injeções SC nas semanas 0, 2 e 4 e 3 reforços aos 6, 12 e 18 meses. Para manter imunidade, o fabricante recomenda reforço anual. A base de sustentação deste protocolo não está bem definida.

    Vacinação de rotina (pré-exposição) é somente indicada para pessoas que trabalham na produção de culturas de B. anthracis e em atividade industrial com alto potencial de formação de aerosóis. Vacinação de rotina de veterinários não é recomendada nos EUA devido à baixa incidência de casos em animais. Entretanto, em áreas com alto índice de casos de antraz, a vacinação de veterinários e outras pessoas que lidam com animais é indicada.

    Mesmo com a ameaça do bioterrorismo, a vacinação indiscriminada da população como medida profilática não é recomendada. Estas recomendações devem seguir análises de risco previamente calculadas, devido aos efeitos colaterais da vacinação.

    CONTATO COM ANIMAIS

    Não há evidência que antraz é transmitido pelos animais antes do aparecimento de sinais clínicos e patológicos. A doença em humanos é controlada através da redução da doença no rebanho, detecção rápida de surtos, quarentena das propriedades acometidas, destruição dos animais e fômites infectados, supervisão veterinária no abate para evitar contato com animais potencialmente infectados e restrição da importação de peles e lãs de países onde ocorre carbúnculo hemático. Veterinários e trabalhadores rurais devem minimizar o contato direto com animais suspeitos de terem morrido por carbúnculo hemático, usando luvas e roupas protetoras ao manusear carcaças suspeitas e nunca coçar os olhos ou a face.

    O risco de contrair antraz pulmonar ao lidar com animais infectados é próximo de zero. Ele é mais importante no processamento dos subprodutos dos animais – couro, pele, lã (é o chamado antraz industrial)

    Em animais – carbúnculo hemático

    No mundo todo, a doença entre animais de produção é controlada através de programas de vacinação, rápida detecção de casos e incineração/enterro de animais suspeitos ou com a doença confirmada. A vacinação de animais domésticos é feita com suspensão de esporos preparados com a cepa não capsulada de B. anthracis (Sterne) e deve ser feita anualmente.

    Para confirmação por esfregaço ou cultura, a carcaça não deve ser aberta e uma amostra asséptica de sangue post-mortem deve ser obtida da veia jugular do animal. Amostras também podem ser obtidas pelo exsudato de hemorragias nasais, bucais ou anais. Se possível, a carcaça deve ser queimada ou enterrada onde foi encontrada. Para diminuir a contaminação ambiental, a incineração da carcaça é o método de descarte de escolha.

    Cama ou outros materiais encontrados perto da carcaça (ex: solo contaminado) também devem ser queimados ou enterrados, e os animais restantes devem ser imediatamente removidos da pastagem afetada. As fazendas onde as mortes por B. anthracis dos animais do rebanho forem confirmadas devem ser quarentenadas e todos os animais saudáveis da fazenda e vizinhança devem ser vacinados (vacina Sterne).

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    posted by Hildegard @ 7:58 AM   0 comments
    Deveres do Resposável Técnico

    a) Orientar a empresa na aquisição de animais de regiões sanitariamente controladas e na seleção de seus fornecedores;
    b) ter conhecimentos básicos referentes ao processo antes e após o abate dos animais;
    c) orientar e garantir condições higiênico-sanitárias das instalações e dos equipamentos;
    d) treinar o pessoal envolvido nas operações de abate, manipulação, embalagem, armazenamento dos produtos e demais procedimentos;
    e) proporcionar facilidades para realização da inspeção das carcaças e subprodutos;
    f) orientar sobre a aquisição de matéria prima, aditivos, desinfetantes, embalagens, aprovados e registrados pelos órgãos competentes;
    g) orientar quanto ao controle e/ou combate de insetos e roedores;
    h) orientar quanto ao transporte;
    i) orientar quanto ao destino adequado de águas servidas;
    j) orientar quanto a importância da higiene e saúde dos funcionários da empresa;
    k) ter conhecimento sobre os aspectos técnicos e legais a que estão sujeitos os estabelecimentos, especialmente quanto aos Regulamentos e Normas específicas, tais como:

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    posted by Hildegard @ 7:56 AM   0 comments
    Ação e espectro de ação de alguns antimicrobianos
    Espectro de Ação:

    Bactérias G+

    Penicilinas, Cefalosporinas, Macrolídeos, Bacitracina.

    Bactérias G-

    Aminoglicosídeos, Polimixinas.

    Bactérias G+ e G-

    Cloranfenicol, Tetraciclinas, Ampicilina, Cefalosporina, Fluorquinolonas.

    Micobactérias

    Estreptomicina, Rifamicina.

    Micoplasma

    Tetraciclinas, Fluorquinolonas, Tilosina, Eritromicina.

    Riquétsias

    Tetraciclinas, Cloranfenicol.

    Clamídias

    Tetraciclinas, Cloranfenicol.

    Espiroquetas

    Penicilinas, Eritromicina, Cefalosporinas e Tetraciclinas.

    Fungos

    Anfotericina B, Nistatina, Griseofulvina.

    Protozoários

    Tetraciclinas, Eritromicina


    Quanto sua Ação:

    Bactericida

    Penicilinas, Cefalosporinas, Aminoglicosídeos, Quinolonas, Rifamicinas, Polimixinas, Polipeptídeos.

    Bacteriostática

    Cloranfenicol, Tetraciclinas, Macrolídeos, Lincosaminas, Sulfas, Trimetoprim.

    Fungicida

    Anfotericina B, Nistatina.

    Fungiostática

    Griseofulvina.

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    posted by Hildegard @ 7:54 AM   0 comments
    Multiplicação artificial das abelhas

    Este trabalho, no entanto, só deve ser feito nos períodos de maior florada e de boas condições climáticas (ausência de chuvas contínuas e nos períodos de calor). Naturalmente, a família que se pretende dividir deve ser populosa, forte, possuir um bom número de crias e, de preferência, propensa a enxamear. Para dividir a família, proceda da seguinte forma:

    • transporte a colméia populosa para novo ponto, distante pelo menos cinco metros do local original.
    • Instale, no local original onde estava a colméia populosa, uma nova caixa.
    • Transfira da colméia populosa para a nova caixa todos os quadros com cria nova ( alveolos não operculados) e ovos, um ou dois favos com cria madura ( alveolos operculados) e metade dos favos com mel. Complete com quadros contendo cera alveolada, e transfira algumas abelhas nutrizes da colméia populosa para a nova.
    • Existindo quadros com realeiras, transfira -os para a nova caixa. Isto vai auxiliar o desenvolvimento da nova família. Feita a divisão, na caixa forte, que foi transferida de lugar, ficarão a rainha as abelhas novas 9 nutrizes, faxineiras e engenheiras), os quadros com cria madura e quadros com mel. Completando a caixa, coloque os quadros contendo cera alveolada.

      A nova colméia receberá todas as abelhas campeiras que, com a ajuda das nutrizes, vão criar nova rainha, aproveitando a existência de realeiras ou, na falta destas , das larvas e ovos.

      Há diversos outros métodos de divisão de famílias, mas todos eles se baseiam neste mesmo sistema. O processo descrito aqui é o mais empregado, por ser o mais simples e prático.

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    posted by Hildegard @ 7:51 AM   0 comments
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